domingo, maio 23, 2010

Nada Nasce, Nada Morre

Um cientista francês, cujo nome é Lavoisier, declarou certa vez “Rien ne crée, rien ne se perd”. “Nada se cria, nada se perde”. Mesmo que ele não tenha praticado como budista, mas como um cientista, ele chegou à mesma conclusão do Buda.
Nossa verdadeira natureza é a natureza do não nascimento e da não morte. Somente quando tocamos nossa verdadeira natureza podemos transcender o medo de não ser, o medo da aniquilação.
O Buda disse que quando as condições são suficientes, algo se manifesta e dizemos que ela passa a existir. Quando uma ou duas condições faltam e aquilo não se manifesta, então dizemos que ela não existe. De acordo com o Buda, qualificar algo como existente ou não existente é errado. Na verdade, não existe nada que totalmente exista ou totalmente inexista.
Podemos ver isso facilmente com a televisão e o rádio. Digamos que nós estejamos em uma sala sem televisão e nem rádio. Enquanto estamos ali, podemos pensar que ali não existem programas de tv e nem de rádio. Ora, mas nós sabemos que o espaço da sala está cheio de sinais, de ondas, que preenchem o ar em todos os lugares. Precisamos apenas de mais uma condição, ou seja, uma televisão ou um rádio, para que as imagens, cores e sons apareçam. Teria sido errado dizer que esses sinais não existia antes, por causa da ausência de um dos aparelhos para recebê-los e manifestá-los. Parecia que esses sinais não existiam por causa da falta de condições suficientes para que os programas se manifestassem. Assim, naquele momento, naquela sala, dizemos que eles não existem. Mas só por que não percebemos algo, não quer dizer que ele não exista. Apenas as nossas noções acerca de ser e não ser é que nos deixam confusos. São essas noções que nos fazem pensar que algo existe ou não existe. Noções de ser e não ser não podem ser aplicadas à realidade.

1 comentários:

Irmão Vitor Caruso disse...

Querido Amigo Irmão, palavras por ti colocadas que em sincronicidade reverberam com a morte de minha avózinha, dor suprema para minha mãe. Obrigado e Saudades de Ti, companheiro de caminhada dharmica.