terça-feira, setembro 09, 2008

Objeção de Consciência

Numa civilização em que a tecnologia é crucial para o sucesso, existe pouco espaço para a solidariedade*. Mas quando meditamos profundamente sobre a vida passamos a nos identificar até mesmo com as formigas e as lagartas. Poderemos fracassar como fazendeiros, porque , provavelmente, nos recusaremos a usar inseticidas para matar as pragas. E se não tivermos coragem de matar um animal, como poderemos apontar uma arma para outro ser humano? Se viermos a ser funcionários do Ministério da Defesa, poderemos encorajar as pessoas a serem objetoras de consciência. Se viermos a ser governadores, poderemos nos opôr à construção de usinas nucleares em nosso estado e, assim, sermos expulsos do sistema. Muitos de nós compartilham esse sentimento. Sentimo-nos constrangidos com a nossa sociedade e expressamos nossa oposição de múltiplas maneiras. (...) Esse tipo de compreensão não é resultado de nenhuma ideologia ou sistema de pensamento, mas fruto da experiência direta da realidade em seus múltiplos relacionamentos. Ele requer o abandono do pensamento habitual que fragmenta a realidade, realidade que na verdade é indissolúvel.

domingo, agosto 17, 2008

O Quinto Toque da Terra

O Quinto Toque da Terra

Retirado do livro de Thich Nhat Hanh "Ensinamentos Sobre o Amor"
da editora Sextante


Com compreensão e solidariedade, faço uma reverência para me reconciliar com todos os que me fizeram sofrer. Abro meu coração e envio minha energia de amor e compreensão a todos os que me causaram dor, aos que destruíram grande parte da minha vida e da vida das pessoas que amo. Agora sei que eles passaram por muito sofrimento, e seus corações estão sobrecarregados de mágoa, raiva e ódio. Compreendo que alguém que sofre tanto assim faz sofrer a todos os que estão ao seu redor. Podem ter sido infelizes e nunca terem tido a oportunidade de serem bem cuidados e amados. A vida e a sociedade lhes impuseram muitas privações, foram maltratados e sofreram abusos. Não reberam orientação para viver com plena consciência. Acumularam percepções errôneas sobre mim e sobre nós. Agiram mal conosco e com as pessoas que amamos. Oro para os ancestrais das minha família de sangue e da minha família espiritual e peço que enviem toda energia de amor e proteção para essas pessoas que nos fizeram sofrer, de modo que seu coração receba o néctar do amor e desabroche com uma flor. Oro para que elas consigam se transformar e sentir a alegria de viver, deixando de causar dor a si mesmas e a outras pessoas. Vejo como sofrem e não quero nutrir nenhum sentimento de ódio ou raiva em relação a elas. Não desejo que sofram. Envio-lhes minha energia de amor e compreensão e peço a todos os meus ancestrais que as ajudem.

quinta-feira, julho 10, 2008

Nota do Tradutor

(Este texto é do responsável pelo Blog e não do Thây)


Como alguns devem ter notado, mudei todas as ocorrências da palavra "Compaixão" por "Solidariedade", na nota abaixo faço a minha justificativa.

Nota do Tradutor


Já li diversas vezes em textos do Thây que a tradução de karuna por "compaixão" não era uma boa tradução. No livro "Ensinamentos Sobre o Amor" ele nos diz explicitamente:

"O segundo do aspecto do amor verdadeiro é karuna, a intenção e a capacidade de aliviar e transformar o sofrimento e abrandar as tristezas. Em geral, a tradução de karuna é compaixão, mas isso não está inteiramente correto. 'Compaixão' compõe-se de com (junto com) e paixão (sofrimento). Mas não precisamos sofrer para eliminar a dor de outra pessoa. Os médicos, por exemplo, podem aliviar a dor de seus pacientes sem que eles padeçam da mesma doença. Se sofrermos muito, poderemos ficar arrasados e incapazes de ajudar os outros".

Outros tradutores, os que são budistas pelo menos, também sentem o mesmo incômodo ao usar a palavra compaixão, principalmente devido ao fato de ela ser carregada de conotações cristãs tradicionais ligadas à piedade, etc. Além disso, a palavra compaixão carrega um sentido altamente dualista que fere a unidade budista original, isolando o sujeito (aquele que age com compaixão) e o objeto (aquele que interage na ação), fazendo-nos esquecer de que ambos intersão, segundo verbo cunhado por Thây (interbeing), que ambos são interdependentes.

Por outro lado, a palavra solidariedade se encaixa perfeitamente na definição budista tradicional de karuna. Solidariedade vem da palavra solidário que por sua vez vem da palavra latina solidu (sólido). É interessante notar que nunca vi ninguém se lembrar que a palavra solidariedade tem a mesma raiz de solidez – e me parece óbvio que a solidariedade só pode ser praticada se houver solidez. Uma palavra que se baseia em solidez e compartilha, inclusive, a mesma raiz, em minha opinião, só pode ser a palavra mais adequada para traduzir a palavra karuna. E com a vantagem de não ser trazer em si sentido religioso algum (sei que isso pode ser também uma desvantagem, para alguns).

Em todos os seus textos e palestras, Thây sempre enfatiza o fato de que para uma ação ser realmente “compassiva”, ou seja, ser impregnada por karuna, é preciso solidez e estabilidade – mesmo na curta citação acima isso é claro. Solidez é necessária para que ocorra a transformação do sofrimento, a libertação, a felicidade. Não podemos simplesmente nos lançar a ajudar os outros, temos que cultivar a estabilidade e a solidez em nós mesmos para não sermos arrasados pela dor e sofrimento dos outros, para sermos capazes de ajudá-los a transformar seu sofrimento tal como fizemos nós mesmos.

No texto Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, o filósofo André Comte-Sponville nos diz:

“... ser solidário é pertencer a um conjunto in solido, como se dizia em latim, isto é, “para o todo”. Assim devedores são ditos solidários, na linguagem jurídica, se cada um pode e deve responder pela totalidade da soma que tomou emprestada coletivamente. Isso tem suas relações com a solidez, de que a palavra provém: um corpo sólido é um corpo em que todas as partes se sustentam”.

Talvez essa não seja a melhor solução, talvez fosse melhor recorrer ao um neologismo. Mas acho que é melhor usar expressões consagradas pelo uso do que criar novas palavras que podem criar mais confusão e dar um ar demasiado intelectual aos textos que, essencialmente, têm finalidade prática e não especulativa.

Por favor, se você não concordar com a minha visão pessoal, basta substituir mentalmente a palavra solidariedade por compaixão de novo para entrar em contato com o sentido mais adequado à sua prática – pelo menos era isso que eu fazia (secretamente). Agora torno pública a minha interpretação.

quarta-feira, julho 09, 2008

Um gesto Solidário Pode Produzir Um Milagre

Um gesto, uma palavra ou pensamento solidário pode reduzir o sofrimento da outra pessoa e proporciona-lhe alegria. Uma palavra consegue dar conforto e confiança, eliminar dúvidas, ajudar alguém a evitar um erro, apaziguar um conflito ou abrir a porta da libertação. Um gesto pode salvar uma vida ou ajudar um indivíduo a aproveitar uma oportunidade rara. Um pensamento tem a capacidade de fazer o mesmo, pois os pensamentos sempre leva às palavras e às ações. Se trazemos a solidariedade no coração, todo pensamento, palavra ou gesto é capaz de produzir um milagre

terça-feira, junho 17, 2008

Mente Verdadeira e Mente Ilusória

"Mente verdadeira" e "mente ilusória" são dois aspectos da mente. Ambas emergem da mente. A mente ilusória é a mente esquecida e dispersa, a qual emerge do esquecimento. A base da mente verdadeira é a compreensão desperta, a qual emerge da plena consciência. A observação consciente desvela a luz que existe na mente verdadeira, de modo que a vida poderá ser revelada em sua realidade. Sob esta luz, confusão se torna compreensão, visões errôneas se tornam visões corretas, miragens se tornam realidade e a mente ilusória se torna mente verdadeira. Uma vez que a observação consciente nasça, ela penetra o objeto da observação, ilumina-o e, gradualmente, revela sua verdadeira natureza. A mente verdadeira emerge da mente ilusória. As coisas em sua verdadeira natureza e as ilusões são de uma mesma substância básica. É por isso que praticar é uma questão de transformar a mente ilusória e não buscar a mente verdadeira em algum outro lugar.

domingo, junho 08, 2008

Carta Aberta ao Governo Brasileiro

Carta Aberta do Colegiado Budista Brasileiro ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil

(Trecho)

Exmo. Sr. Embaixador Celso Amorim,
O Colegiado Buddhista Brasileiro, instituição sem fins lucrativos e representativa das múltiplas manifestações do budismo no Brasil, vem, por meio desta, resumir o resultado do Debate Público sobre a Questão Tibetana, realizado a seu pedido e por intermédio da Vereadora Aspásia Camargo (Partido Verde), no Plenário da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, no último dia 12 de maio de 2008. Nesta ocasião ficou clara e unânime a posição da comunidade budista brasileira a respeito da questão tibetana e transparente o constrangimento desta em relação à posição tímida e conivente do Itamaraty para com a incontestável violação dos Direitos Humanos ocorrida naquela nação, infringida pela ditadura chinesa.

Os membros do Colegiado Buddhista Brasileiro, infra-assinados, expressam nesta Carta Aberta sua decepção para com o atual Governo Brasileiro que, sendo formado por muitos indivíduos que sofreram as infrações de uma ditadura e que foram eleitos sob as bases de sua luta em prol de uma sociedade pluralista e tolerante, e por seu compromisso para com a democracia e o respeito aos direitos humanos, hoje se subordina a interesses comerciais internacionais e fecha os olhos para o triste genocídio étnico e cultural há mais de 50 anos imposto ao Tibet.
(...)

segunda-feira, maio 26, 2008

Retiro Para Jovens

Retiro Para Jovens
Encontram-se abertas as inscrições para o retiro anual de jovens, para jovens de 16 a 25 anos de idade em Son Ha (Plum Village, Templo do Sopé da Montanha), no período de 26 de junho a 05 de julho de 2008.
O valor para todo o retiro (tudo incluso) é de 120 euros.
o formulário de inscrição encontra-se aqui.

quarta-feira, maio 21, 2008

Enviando Energia Espiritual

Rezar e mandar energia espiritual para as pessoas doentes, como nós o fazemos no budismo, é muito importante para a cura delas. No budismo, temos muita fé na energia desse tipo de oração, e nós o chamamos de "enviar nossa energia espiritual". Nossa fé não é supersticiosa, porque sabemos que esse tipo de oração, este envio de energia espiritual basea-se em verdades bastante científicas. A verdade é que quando os membros da comunidade se sentam juntos e produzem a energia da reflexão consciente ou da plena consciência para mandar um apoio espiritual, é quase certo que esta energia irá até a pessoa amada. Também sabemos que a consciência pode ser formada e alimentada pela ignorância. Quanto mais ignorância houver, tanto mais causas teremos para uma saúde ruim. Nossa prática diária e a prática de nossos amigos e de nossa sociedade podem produzir clareza. Quando a clareza e a compreensão são produzidas, haverá amor e compaixão. Se houver mais compreensão, haverá mais amor na consciência coletiva, e melhora o estado de saúde não só da pessoa individualmente, mas também da comunidade como um todo.

quinta-feira, março 27, 2008

A Paz é Cada Passo

Não há necessidade para nós de lutar para chegar a um lugar. Sabemos que o nosso destino final é o cemitério. Por que ter pressa de chegar lá? Por que não marchar em direção à vida, que está no momento presente? Quando fazemos meditação caminhando, mesmo que por poucos dias, sofremos uma profunda transformação e aprendemos a apreciar a paz a cada momento da nossa vida. Sorriremos e incontáveis bodhisattvas, através de todo o cosmos, sorrirão para nós, pelo fato de nossa paz ser tão profunda. Tudo o que pensamos, sentimos e fazemos tem efeito sobre nossos antepassados e sobre todas as gerações futuras, repercutindo por todo o universo. Portanto o nosso sorriso ajuda a todos.(...)A paz é cada passo.

quinta-feira, março 20, 2008

Equanimidade

Equanimidade não significa indiferença. Com equanimidade vemos igualmente aqueles que amamos e aqueles que odiamos e oferecemos o melhor que tivermos para fazer ambos felizes. Aceitamos tanto flores quanto lixo, sem apego nem aversão. Tratamos ambos com respeito. Equanimidade significa deixar ir, não significa abandonar e, sim, soltar, deixar existir. O abandono causa sofrimento. Quando não nos apegamos, somos capazes de soltar.

quarta-feira, março 12, 2008

Grupo de Estudos e Práticas

Se você mora em Fortaleza, Ceará, e está interessado(a) em participar da criação de um grupo de estudos e práticas do Budismo segundo os ensinamentos do ven. Thich Nhat Hanh, por favor, entre em contato comigo (Samuel Cavalcante) através do e-mail samuelweb@gmail.com.

Escreva-me também se estiver somente interessado(a) em conhecer outros aspectos desta tradição budista em particular e seu enfoque de engajamento social.

Doação

Na verdadeira doação não há pensamento de doador ou daquele que recebe. Isto é chamado de "vazio da doação", quando não há percepção de separação entre que doa e quem recebe. Esta é a prática de Dana feita no espírito de Prajña, com a compreensão do interser. Você oferece ajuda tão naturalmente como respira. Você não se vê como doador e a outra pessoa como recipiente de sua generosidade, que agora é observada por você e lhe deve ser apropriadamente grata, atender aos seus pedidos etc. Você não doa para fazer da outra pessoa sua aliada. Quando você vê que alguém precisa de ajuda, você oferece e doa o que você tem, sem pensar em recompensa.

quinta-feira, março 06, 2008

Buda Está Aqui Mesmo

O Buda está presente aqui; não precisamos ir ao Pico do Abutre. Não nos iludimos com simples aparências externas. Para mim, Buda não é mera forma ou nome; Buda é uma realidade. Eu vivo com o Buda todos os dias. Quando estou comendo, sento-me com o Buda. Quando caminho, vou com o Buda. E quando estou dando um palestra de Dharma, também estou vivendo com o Buda.

Eu não trocaria esta essência do Buda pela chance de ver a forma externa dele. Não precisamos procurar às pressas uma agência de turismo, voar para a Índia e subir no Pico do Abutre para ver o Buda. Por mais atraentes que sejam os anúncios das agências, eles podem ser enganosos. Nós temos o Buda diretamente conosco aqui. Sempre que praticamos a meditação andando, podemos tomar a mão do Buda e caminhar com ele.

sábado, março 01, 2008

Parar de Correr

Na nossa vida diária, temos o o hábito de correr. Buscamos paz, sucesso, amor, Deus - estamos sempre correndo - e nossos passos são o meio para fugirmos do momento presente. Deus está disponível somente no momento presente. Dar um passo e tomar refúgio nele significa parar de correr. Para aqueles que estão acostumados a estar sempre correndo é uma revolução dar um passo e parar de correr. Damos um passo e, se soubermos como dar este passo, a paz e Deus estarão disponíveis no momento em que tocarmos a terra com nossos pés.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

A Paz Sempre É Possível

A verdadeira paz sempre é possível. No entanto, requer força e prática, particularmente em tempos de grandes dificuldades. Para alguns, a paz e a não-violência são sinônimos de passividade e fraqueza. Na verdade, praticar a paz e a não-violência está longe de ser uma atitude passiva. Praticar a paz, fazer a paz viver dentro de nós, é cultivar ativamente a compreensão, o amor e a compaixão, mesmo em situações de confusão e conflito. Praticar a paz, especialmente em tempos de guerra, requer coragem.
Todos nós podemos praticar a não violência.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Encontro Ecumênico Pela Paz

"Em vista dos sérios eventos de violação dos Direitos Humanos e violência militar em Myanmar, onde a comunidade buddhista tem mantido o esforço de reivindicar, pacificamente, o retorno da justiça e da democracia assim como o estabelecimento da paz ampla e irrestrita, o Colegiado Buddhista Brasileiro - juntamente com importantes lideranças da sociedade civil brasileira - gostaríamos de convidar a todos para participar do encontro ecumênico a ocorrer no dia 25 de Outubro de 2007, na sede do Templo Busshinji às 20h00.

Neste evento, a comunidade buddhista do Brasil, juntamente com todas as pessoas interessadas no exercício consciente da liberdade e fraternidade para todos os povos do mundo, pretenderá lançar um alerta pacífico em prol da cultura da paz e do bem maior da humanidade.Sua presença será importante, desejada e muito bem-vinda".Em nome do Dharma,Colegiado Buddhista Brasileirohttp//cbb.bodhimandala.com


Local: Templo BushinjiRua São Joaquim n° 285, CEP: 01508-001 - Liberdade - São Paulo - SP - Brasil

sexta-feira, outubro 19, 2007

Solidez e Liberdade

(...) solidez e liberdade não são duas coisas. Quando somos sólidos, somos livres; quando somos livres, somos sólidos. É como o aqui e agora. Solidez e liberdade são o fundamento da paz e da liberdade. Cada passo consciente que damos nos ajuda a cultivar mais solidez e mais liberdade. Seja você mesmo, seja livre, estabeleça-se no aqui e no agora. Toque a vida profundamente e receba o alimento e a paz que você tanto necessita.

quarta-feira, outubro 03, 2007

segunda-feira, setembro 17, 2007

A Preocupação Não Realiza Nada

É verdade que existe uma enorme quantidade de sofrimento por este mundo afora, mas o fato de saber disso não significa que estamos paralisados. Se praticarmos a respiração, a caminhada, a meditação e o trabalho com consciência, e fizermos o melhor que pudermos para ajudar os outros, teremos paz no coração. A preocupação não realiza nada. Mesmo se nos preocuparmos dez vezes mais, isso não melhorará em nada a situação do mundo. Na verdade, a ansiedade só faz piorar as coisas. Mesmo sabendo que nada é como gostaríamos que fosse, devemos ficar contentes mesmo assim, por que estamos dando o nosso melhor, e continuaremos a fazer isso. Se não soubermos respirar, sorrir e viver com atenção e profundidade cada momento da nossa vida, nunca poderemos ajudar ninguém. Sou feliz agora. Não me falta nada. Não espero nenhum tipo de felicidade adicional nem condições ideais para poder ser mais feliz ainda.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Em Cada Ensinamento, Tudo

Cada ensinamento do Buda contém todos os outros ensinamentos. Se examinarmos profundamente a Primeira Nobre Verdade - a verdade da existência do sofrimento - veremos as outras três: a causa do sofrimento, a possibilidade de nos libertarmos do sofrimento e a maneira de nos libertarmos do sofrimento. Examinando o sofrimento profundamente, vemos como sair dele. O interser - o um contém o todo - é um aspecto muito importante do ensinamento do Buda, talvez o mais importante para ajudar a nos libertarmos do sofrimento. Não precisamos aprender tudo. Se aprendermos uma coisa em profundidade, poderemos entender todos os ensinamentos. É necessário que nos treinemos a ver dessa maneira.